A Tempestade Tropical Imelda, formada no domingo (28), tornou-se o nono sistema nomeado da temporada de furacões do Atlântico. Segundo o Centro Nacional de Furacões (NHC), às 11h de segunda-feira (29) a tempestade estava localizada a cerca de 240 milhas a sudeste de Cape Canaveral, na Flórida, com ventos sustentados de 60 mph (96 km/h) e deslocamento para o norte a 9 mph.

As Bahamas seguem sob aviso de tempestade tropical. Em Treasure Cay, no norte de Great Abaco, já foram registradas rajadas de até 83 mph (134 km/h), enquanto Imelda se afasta gradualmente da região.
Rota prevista e riscos
As projeções indicam que Imelda deve desviar para o leste, afastando-se da Flórida e colocando Bermuda em rota de um possível furacão entre quarta (1º) e quinta-feira (2). Meteorologistas alertam que, durante a transição para um sistema extratropical, pode surgir uma faixa de ventos extremamente violentos — fenômeno raro e potencialmente destrutivo.
Na Flórida, o principal impacto esperado são as condições marítimas perigosas. O mar deve ficar agitado do sul do estado até o meio-Atlântico, com ondas entre 7 e 10 pés em áreas costeiras como Miami e Baía de Biscayne, além de ventos de 15 a 25 nós e rajadas de até 34 nós, suficientes para derrubar árvores e destelhar construções.
Imelda também já espalha chuvas sobre as Carolinas, associadas a uma frente fria. O risco de grandes enchentes diminuiu, mas alagamentos localizados ainda podem ocorrer até terça-feira (30).
Furacão Humberto permanece intenso
Enquanto isso, o furacão Humberto mantém a categoria 4, mesmo enfrentando cisalhamento de vento e ciclo de substituição do olho. O sistema deve perder força gradualmente à medida que avança para o nordeste, passando a cerca de 200 milhas de Bermuda na terça-feira (30). Ainda assim, ventos de tempestade tropical podem atingir a ilha.
A temporada de 2025 já registra números históricos: Humberto é o terceiro furacão do ano, sendo o segundo de categoria 5 e o terceiro de categoria 4 ou 5, configurando a maior proporção de ciclones de alta intensidade desde o início do monitoramento por satélite.



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