A coleta biométrica nos Estados Unidos, que já era aplicada em diversos contextos, passa agora a ser obrigatória e universal, sem exceções. A principal mudança estabelece o registro facial compulsório para todos os não cidadãos, incluindo portadores de Green Card, em todas as entradas e saídas do país.

Registro facial passa a ser obrigatório para todos os não cidadãos, inclusive residentes permanentes, em entradas e saídas dos EUA
Paralelamente, o governo norte-americano anunciou a revisão de Green Cards concedidos a imigrantes de 19 países considerados sob monitoramento, após um ataque ocorrido em Washington, D.C. contra dois integrantes da Guarda Nacional. Segundo as autoridades, a medida busca reavaliar aprovações passadas diante da possibilidade de falhas em verificações de antecedentes realizadas anteriormente. Entre os países classificados como de “alto risco” estão Afeganistão, Cuba e Venezuela.
No caso da biometria, embora o procedimento já fosse exigido de residentes permanentes em determinados pontos de entrada, a novidade está na uniformização total da regra. A partir de agora, não haverá exceções por idade, nacionalidade ou tipo de visto, e a verificação será aplicada de forma padronizada em aeroportos, fronteiras terrestres e portos marítimos, sob coordenação de órgãos como o USCIS.
Ainda não há definição sobre se a revisão poderá resultar em cancelamentos de Green Cards ou na imposição de novas exigências permanentes de documentação. Especialistas em imigração alertam para a possibilidade de atrasos nos processos e para análises caso a caso, o que pode gerar insegurança jurídica para milhares de residentes.
As mudanças afetam diretamente imigrantes legalmente estabelecidos, que passarão a ter seus dados coletados de maneira mais ampla e poderão enfrentar reavaliações de status migratório. A universalização da biometria sinaliza uma mudança estrutural na política de monitoramento migratório dos Estados Unidos, com impactos de longo prazo para quem vive e transita legalmente no país.


