O governo dos Estados Unidos enviou três navios de guerra para a costa da Venezuela nesta terça-feira (19), alegando combate ao tráfico de drogas em águas internacionais do sul do Caribe. Segundo a CNN, os destroyers de mísseis guiados do sistema U.S. Aegis devem chegar à região até a noite desta quarta-feira (20).

Questionada sobre a possibilidade de envio de tropas para uma eventual invasão, a Casa Branca afirmou que “todas as opções permanecem sobre a mesa”. A porta-voz Karoline Leavitt declarou que o presidente Donald Trump está disposto a usar “todos os instrumentos de poder dos EUA para interromper o fluxo de drogas e levar os responsáveis à Justiça”. Ela também reforçou que Washington não reconhece o governo de Nicolás Maduro como legítimo.
A operação deve mobilizar cerca de 4 mil militares, incluindo fuzileiros e marinheiros, além de aviões de vigilância, navios de guerra e pelo menos um submarino de ataque.
Nos últimos meses, os EUA passaram a classificar cartéis latino-americanos como organizações terroristas, o que permite tratá-los como ameaças à segurança nacional. Entre eles estão o Cartel de Sinaloa, do México, e o Tren de Aragua, da Venezuela. Washington também dobrou para US$ 50 milhões a recompensa pela captura de Maduro — valor superior ao oferecido por Osama Bin Laden após os atentados de 11 de setembro.
Autoridades americanas, como o secretário de Estado Marco Rubio, acusam o Cartel de Soles de vínculos diretos com o governo venezuelano. “Eles são uma organização criminosa que tomou o controle de um país inteiro e ainda ameaçam empresas petrolíferas americanas na Guiana”, afirmou Rubio.
Resposta da Venezuela
Em discurso na segunda-feira (18), Nicolás Maduro classificou a ação dos EUA como “uma ameaça absurda de um império em decadência” e garantiu que a Venezuela “defenderá seus mares, céus e terras”. O presidente anunciou ainda um plano especial para mobilizar 4,5 milhões de milicianos em todo o território nacional, destacando o apoio de aliados estratégicos como Rússia, China e Irã.


