A Embaixada dos Estados Unidos no Brasil divulgou nesta quarta-feira (25/06) uma nova diretriz para quem deseja estudar em território americano: os solicitantes de vistos estudantis terão suas redes sociais monitoradas pelas autoridades dos EUA como parte do processo de triagem.

Segundo o comunicado, os candidatos deverão manter seus perfis públicos e acessíveis durante a análise, que será feita de forma “abrangente e minuciosa”. A medida faz parte do reforço nas políticas de segurança adotadas pelo governo do presidente Donald Trump.
Quem será afetado pela medida?
A regra se aplica aos solicitantes dos seguintes tipos de visto:
- F: para estudantes matriculados em instituições acadêmicas, como universidades e faculdades.
- M: para estudantes em cursos vocacionais ou não acadêmicos.
- J: voltado a participantes de programas de intercâmbio educacional e cultural aprovados pelo governo americano, como professores, pesquisadores, estagiários e trainees.
Objetivo: segurança nacional
De acordo com a embaixada, o principal motivo da nova política é a proteção da segurança nacional. O Departamento de Estado afirma que os Estados Unidos devem manter “os mais altos padrões” no controle de entrada de estrangeiros.
“Obter um visto para os EUA é um privilégio, não um direito”, destaca o comunicado.
A análise das redes sociais pretende identificar conteúdos considerados hostis aos Estados Unidos, como manifestações contra o governo, instituições ou valores nacionais.
Processo de concessão será retomado
A medida surge no contexto da retomada da emissão de vistos, suspensa desde maio. Os consulados americanos afirmam que o agendamento para entrevistas de visto estudantil será reaberto em breve.
A embaixada reforça que todos os solicitantes devem comprovar, de forma credível, sua elegibilidade para o visto e a intenção de se dedicar exclusivamente às atividades permitidas pelo tipo de visto solicitado.
Essa política reflete o compromisso do governo americano com um processo de imigração mais criterioso e com foco em segurança, especialmente diante do crescimento de estudantes estrangeiros em território norte-americano.


