Um brasileiro de 39 anos, identificado como Liene Tavares de Barros Jr., foi condenado por um tribunal federal em Massachusetts na última segunda-feira (30) por vender Green Cards e cartões do Social Security falsificados. A investigação que levou à prisão foi conduzida por agentes da Homeland Security Investigations (HSI), após denúncias de que o réu comercializava documentos fraudulentos para imigrantes na região.

Barros Jr., residente em Woburn (MA), foi preso em março deste ano em Boston. Segundo o processo, em outubro de 2024 ele vendeu a um agente disfarçado um conjunto de documentos falsos por US$ 250. Dois meses depois, voltou a negociar com o mesmo agente, desta vez por US$ 500, evidenciando a continuidade do crime.
A juíza federal Denise J. Casper ressaltou a seriedade dos delitos, que envolvem falsificação de documentos federais e violação das leis de imigração dos EUA. A pena máxima pode chegar a 15 anos de prisão, mais três anos de liberdade supervisionada, além de multa de até US$ 250 mil. Após cumprir a sentença, o brasileiro deverá ser deportado para o Brasil.
O caso também revelou que Barros Jr. havia sido deportado dos Estados Unidos anteriormente, em 2010 e 2022, mas retornou ilegalmente ao país. Agora, ele poderá ter seu nome incluído em bancos de dados federais que monitoram violações de imigração e segurança, o que dificulta qualquer tentativa futura de reentrada no território americano.
As autoridades reforçam que o uso ou a venda de documentos falsos é crime federal grave, passível não só de prisão, mas também de deportação definitiva e banimento do país.


