Miami está entre as dez maiores áreas metropolitanas dos Estados Unidos com menor proporção de proprietários de imóveis, segundo um relatório recente da consultoria Redfin. Apenas 58% dos domicílios na região de Miami–Fort Lauderdale–Pompano Beach pertencem a donos, bem abaixo da média nacional de 65%.

O levantamento mostra que cidades como Los Angeles, Nova York e San Diego enfrentam desafios semelhantes, com preços altos e acesso limitado ao crédito, o que impede muitas famílias de adquirir uma casa própria.
Preços altos e crédito restrito dificultam o sonho da casa própria na região metropolitana
Em Miami, os altos valores dos imóveis — impulsionados pela forte presença de investidores nacionais e estrangeiros, especialmente no mercado de luxo — são o principal obstáculo. Além disso, o aumento das taxas de hipoteca nos últimos anos encareceu ainda mais o financiamento, enquanto os salários locais não acompanharam a valorização imobiliária.
Esse cenário tem reflexo direto no mercado de aluguel, que registra valores elevados e grande demanda. Para tentar reverter a tendência, programas públicos e privados estão oferecendo incentivos financeiros, como ajuda de entrada (down payment) de até US$ 50 mil para compradores de primeira viagem em cidades como Miami, Boston e Los Angeles.
A expectativa é que essas iniciativas contribuam para ampliar o acesso à moradia e reduzir a disparidade entre o crescimento imobiliário e o poder de compra das famílias de renda média.


