Na noite desta segunda-feira (28), um tiroteio chocou a cidade de Nova York quando um homem armado invadiu um edifício comercial de alto padrão localizado na movimentada Park Avenue, em Manhattan, e matou quatro pessoas antes de tirar a própria vida. Entre as vítimas fatais está um policial de origem bengalesa, de 36 anos, que foi atingido logo na entrada do prédio.

Segundo autoridades locais, o edifício abriga grandes empresas como Blackstone, KPMG, Deutsche Bank, além da sede da NFL (Liga Nacional de Futebol Americano). O incidente causou pânico entre funcionários e moradores da região, localizada próxima a pontos turísticos como o Rockefeller Center e a Quinta Avenida.
A comissária de polícia Jessica Tisch informou que, além do policial, duas mulheres e outro homem foram mortos. O agente, que deixa dois filhos e uma esposa grávida, foi homenageado por sua bravura: “Ele morreu como viveu: um herói”, declarou Tisch.
O suspeito foi identificado como um homem de 27 anos, natural de Las Vegas, com histórico de transtornos mentais. Câmeras de segurança registraram o momento em que ele desceu de uma BMW estacionada em fila dupla, empunhando uma arma longa e usando óculos escuros. Ele entrou no prédio atirando, ferindo e matando pessoas nos primeiros andares e, posteriormente, subiu até o 33º andar, onde fez sua última vítima antes de se suicidar.
Além das vítimas fatais, outras cinco pessoas ficaram feridas — uma delas em estado grave. Quatro sofreram lesões leves enquanto tentavam fugir do local. No carro do atirador foram encontrados diversos itens, incluindo estojo de arma, revólver, carregadores e munições.
A polícia confirmou que o homem viajou de carro de Las Vegas até Nova York e chegou à cidade no mesmo dia do ataque. A motivação do crime ainda está sendo investigada.
Equipes do FBI estão colaborando nas investigações. A região foi isolada por viaturas, cães farejadores e agentes fortemente armados. Pessoas que estavam dentro do prédio foram evacuadas em grupos pequenos, com as mãos erguidas, em uma operação marcada por tensão e cautela.
A tragédia levanta mais uma vez o debate sobre segurança pública e saúde mental nos Estados Unidos.


