O Pentágono revelou neste domingo (22) os detalhes da operação militar que atacou as instalações nucleares do Irã, no sábado (21). Chamada de “Operação Martelo da Meia-Noite”, a missão envolveu tecnologia de ponta, voos secretos e armamento pesado nunca antes usado em combate.

Como foi o ataque?
A ação começou logo após a meia-noite de sábado, quando sete bombardeiros B-2 decolaram de uma base no Missouri, nos EUA, carregando bombas GBU-57, conhecidas como Massive Ordnance Penetrator (MOP) — capazes de perfurar até 60 metros de solo ou concreto. A meta era atingir as instalações subterrâneas do programa nuclear iraniano, especialmente o centro de Fordo, que fica sob uma montanha.
Para despistar os radares e observadores internacionais, o Pentágono simulou um deslocamento de aeronaves em direção ao Pacífico, enquanto os B-2 voavam silenciosamente pelo Atlântico rumo ao Oriente Médio. Cada voo durou cerca de 18 horas na ida e mais 18 horas na volta, com reabastecimentos no ar.
Ataque coordenado em múltiplos alvos
Por volta das 18h40 (horário de Washington), os bombardeiros lançaram as MOPs em Fordo e em outra instalação em Natanz. Simultaneamente, mísseis de cruzeiro Tomahawk foram disparados por submarinos no Mar Arábico contra a instalação nuclear de Isfahan.
Ao todo, foram utilizados:
- 14 bombas MOP
- Mais de 75 armas de precisão
- Mais de 125 aeronaves envolvidas
Segundo o governo americano, todos os alvos foram atingidos em menos de 30 minutos.
A bomba mais poderosa do arsenal americano
A GBU-57 é uma bomba antibunker de 13,6 toneladas. Ela não possui motor; é guiada por gravidade e projetada para penetrar fortificações subterrâneas. Foi a primeira vez que esse armamento foi usado em uma operação real.
Apesar do sucesso operacional, a profundidade real das instalações iranianas pode ultrapassar os 80 metros, o que levanta dúvidas sobre o impacto total da missão.
E agora?
O Irã confirmou os ataques, mas minimizou os danos. Já os EUA classificaram a operação como um sucesso militar, afirmando que ela causou danos significativos ao programa nuclear iraniano.
Especialistas alertam que, embora o ataque tenha demonstrado capacidade militar incomparável, não se sabe se ele realmente atrasará o programa nuclear do Irã a longo prazo.



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